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Braille, Tecnologia e Inclusão: ICPAC e CMDCA desenvolvem projeto que transforma a vida de crianças e adolescentes com deficiência visual em 2025

Conjunto de 4 fotos, que mostram atendimentos com notebooks, linhas braille e alunos tateando folhas em Braille, nas salas do ICPAC, com usuários com deficiência visual
Conjunto de 4 fotos, que mostram atendimentos com notebooks, linhas braille e alunos tateando folhas em Braille, nas salas do ICPAC, com usuários com deficiência visual

O Instituto dos Cegos da Paraíba Adalgisa Cunha (ICPAC) vem fortalecendo, ao longo de 2025, uma parceria essencial com o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de João Pessoa (CMDCA-JP). O projeto: “Incluindo a criança e o adolescente cego ou com baixa visão através do Braille e das TIC’s”, é uma iniciativa que tem promovido mudanças significativas na formação, autonomia e inclusão de crianças e jovens com deficiência visual.

Com foco no público de 6 a 17 anos, o projeto atende diretamente 25 crianças e adolescentes, oferecendo acompanhamento especializado em duas áreas centrais: uso do sistema Braille em diferentes contextos e alfabetização tecnológica por meio das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC’s).

A proposta se destaca por sua abordagem complementar à escola, reforçando o desenvolvimento educacional, social e tecnológico dos participantes, e garantindo que cada beneficiário tenha acesso a ferramentas que ampliem suas possibilidades no presente e no futuro.


Braille como porta de entrada para o conhecimento

A primeira frente do projeto, conduzida pela professora Alseni Silva, atua diretamente no ensino e no fortalecimento do uso do sistema Braille. A ação abrange desde o desenvolvimento motor e o processo inicial de alfabetização até a formação de adolescentes já habituados ao sistema, que passam a utilizá-lo de forma mais funcional, crítica e autônoma.

Segundo Alseni, o trabalho exige olhar atento às diferentes fases e necessidades dos estudantes:

“Atendemos um público muito diversificado. Temos crianças em processo de aquisição da linguagem e adolescentes já cursando o Ensino Fundamental II. Para uns, o foco é o ensino das bases do Braille; para outros, ampliamos o uso da ferramenta, introduzindo leitura, interpretação de texto e produção textual.”

A docente também destaca o papel motivador do projeto em tempos em que os hábitos de leitura e escrita entre jovens têm sido desafiados pela tecnologia:

“A leitura manual e escrita têm sido cada vez mais negligenciadas. O projeto tem essa função valiosa de despertar novamente o prazer pelo Braille, pela leitura, pela escrita.”


Tecnologia como caminho para autonomia

A segunda frente do projeto é ministrada pelo instrutor de informática Renan Bezerra, ex-aluno do ICPAC que hoje atua profissionalmente na instituição através deste projeto. Sua história pessoal reforça o poder transformador da educação inclusiva:

“Fui alfabetizado em Braille aqui e fiz minha base acadêmica aqui. Hoje, poder ensinar o que aprendi e contribuir para que outras crianças trilhem um caminho de autonomia é algo que não tem preço.”

Renan trabalha a chamada “alfabetização tecnológica”, introduzindo crianças e adolescentes no universo digital com foco em acessibilidade e segurança. Entre os conteúdos ministrados estão:

  • Funcionamento e estrutura do computador;
  • Uso inicial de softwares e ferramentas de escrita;
  • Navegação em smartphones Android e iOS;
  • Uso funcional do WhatsApp;
  • Criação de pastas, organização de arquivos e envio de e-mails;
  • Acesso a recursos de acessibilidade digital.

Os resultados, segundo ele, têm sido emocionantes:

“Vejo alunos que antes chegavam tristes por não saber usar o celular ou enviar um e-mail. Hoje, chegam dizendo: ‘Professor, consigo conversar com meus amigos! Criei uma pasta e salvei meus textos!’. Ver essa evolução não tem preço.”


Educação e tecnologia como pilares da inclusão

O projeto está inserido no eixo Educação, com foco em ações complementares à escola e ao processo de alfabetização digital. A iniciativa busca garantir: Mais independência no cotidiano; Maior domínio de ferramentas essenciais de estudo e comunicação; Fortalecimento da autonomia intelectual e tecnológica e Construção de trajetórias educacionais mais sólidas e inclusivas.

Ao integrar Braille e Tecnologias da Informação e Comunicação, o ICPAC reafirma seu compromisso com uma inclusão que ultrapassa o acesso: uma inclusão que transforma, empodera e amplia horizontes.

Ao longo de 2025, o projeto tem sido um marco no ICPAC. A atuação conjunta com o CMDCA reforça o compromisso público com a garantia de direitos de crianças e adolescentes com deficiência visual, construindo caminhos reais de desenvolvimento e participação social. Com o apoio das famílias e da equipe profissional, o projeto segue despertando potencialidades e oferecendo novas oportunidades de crescimento para cada participante.

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