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Semana do Folclore ICPAC 2026 promove cultura, conhecimento e valorização das tradições nordestinas

Card com quatro fotos da Semana do Folclore ICPAC 2026, mostrando apresentação musical, público acompanhando as atividades e um grupo de participantes durante a aula de campo.
Card com quatro fotos da Semana do Folclore ICPAC 2026, mostrando apresentação musical, público acompanhando as atividades e um grupo de participantes durante a aula de campo.

O Instituto dos Cegos da Paraíba Adalgisa Cunha realizou, entre os dias 26 e 28 de agosto de 2026, a Semana do Folclore ICPAC 2026, com o tema “A Viola, Cordel e Cantoria”. A programação proporcionou aos participantes diferentes experiências de contato com a cultura popular, reunindo atividades educativas, artísticas e culturais ao longo de três dias.

Voltadas a estudantes do Ensino Fundamental I e II, Ensino Médio, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e usuários do ICPAC, as ações buscaram ampliar o acesso à cultura, estimular o conhecimento sobre as tradições populares e aproximar os participantes de diferentes manifestações que fazem parte da história e da identidade do povo nordestino e brasileiro.

Cinema acessível abriu a programação

No dia 26 de agosto, a programação contou com sessões de Cinema Acessível realizadas nos turnos da manhã e da tarde.

Pela manhã, o público acompanhou o filme “O Nordeste sob a Caravana Farkas – Isso é que é Mourão Voltado”, com direção e roteiro de Arthur Lins e assistência de direção de André Moura Lopes. No período da tarde, foi exibido “Vila Nova: Versos de Insurreição”, trabalho com pesquisa, roteiro e direção de Sérgio Silveira e assistência de direção de Bertrand Lira.

As sessões, que contaram com audiodescrição, contribuíram para apresentar diferentes olhares sobre o Nordeste, sua população, seus espaços, histórias e manifestações culturais. A utilização do audiovisual dentro de uma proposta acessível reforça ainda a importância de criar condições para que as pessoas com deficiência tenham participação cada vez mais ampla na vida cultural.

Aula de campo aproximou participantes da história e do cordel

No dia 27 de agosto, a programação saiu do espaço institucional para uma aula de campo em Guarabira/PB. Os participantes realizaram uma visita técnica e cultural ao Museu do Cordel, além de conhecer outros pontos culturais do município. A atividade possibilitou um contato mais próximo com a literatura de cordel, sua história e sua importância como uma das expressões mais características da cultura popular nordestina.

Mais do que uma visita, a experiência transformou diferentes espaços da cidade em ambientes de aprendizagem. Atividades como essa contribuem para complementar os conteúdos trabalhados na instituição e permitem que o conhecimento seja construído também por meio da vivência, da observação e do contato direto com o patrimônio cultural.

Cantoria e cordel marcaram o encerramento

A Semana do Folclore foi encerrada no dia 28 de agosto com uma manhã especialmente dedicada à convivência e à cultura nordestina. A programação começou com o Café Folclórico e teve continuidade com o Show de Cantoria e Cordel, reunindo Oliveira de Panelas, Cristiano Oliveira e Merlânio Maia.

O encontro trouxe para o ICPAC a força da poesia popular, da oralidade, da música e do improviso. A cantoria e o cordel são manifestações profundamente ligadas à memória e à identidade cultural nordestina e, quando inseridas em atividades educativas, ajudam a apresentar às novas gerações conhecimentos, modos de expressão e histórias que atravessam diferentes períodos.

O encerramento também proporcionou um momento de integração entre usuários, estudantes e profissionais, celebrando a cultura de maneira participativa e próxima.

Atividades sensoriais aproximaram usuários do folclore brasileiro

Durante a semana, também foram desenvolvidas atividades sensoriais e oficinas de construção artesanal de máscaras com usuários com deficiência visual, proporcionando uma experiência acessível e participativa em torno do folclore brasileiro.

A partir do contato com diferentes materiais, texturas, formas e elementos, os participantes confeccionaram máscaras inspiradas em personagens do nosso folclore, explorando a criatividade e conhecendo essas figuras por meio de uma proposta que valorizou diferentes formas de percepção e aprendizagem.

A atividade contribuiu para transformar conteúdos culturais em uma experiência prática, possibilitando que os usuários não apenas conhecessem histórias e personagens, mas também participassem ativamente de seu processo de representação.

Cultura também é instrumento de formação

A realização da Semana do Folclore vai além de uma programação comemorativa. Ao promover atividades envolvendo cinema, experiências sensoriais, produção artística, literatura, música, patrimônio cultural e vivências fora da instituição, o ICPAC amplia as possibilidades de aprendizagem e contribui para uma formação mais diversa.

O contato com a cultura favorece o desenvolvimento da criatividade, da comunicação, do repertório individual e coletivo e do sentimento de pertencimento. Também possibilita compreender que a história e a identidade de um povo são construídas por meio de suas músicas, narrativas, personagens, costumes, saberes e diferentes formas de expressão.

Para uma instituição que trabalha diariamente com inclusão, promover o acesso à arte e à cultura significa também reafirmar que a participação das pessoas com deficiência precisa estar presente em todos os espaços da sociedade.

As atividades sensoriais desenvolvidas durante a Semana do Folclore reforçam justamente essa perspectiva: acessibilidade não significa reduzir a experiência, mas encontrar diferentes caminhos para que cada participante possa vivenciá-la de maneira significativa.

Valorização das nossas raízes

Ao longo dos três dias, a Semana do Folclore ICPAC 2026 reuniu diferentes gerações em torno de um objetivo comum: conhecer, vivenciar e valorizar a cultura popular.

Do cinema acessível às atividades sensoriais e à construção das máscaras, passando pela aula de campo, pelo Café Folclórico, pelo cordel e pela cantoria, cada experiência contribuiu para aproximar os participantes de referências importantes da cultura nordestina e brasileira. O Instituto dos Cegos da Paraíba Adalgisa Cunha agradece a todos os profissionais, convidados, artistas, usuários, estudantes e demais participantes que contribuíram para a realização da programação.


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